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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A GALINHA QUE PENSAVA SER PATO



A Sociedade, infelizmente, tem o mal hábito de nos impor aquilo que não queremos e nem podemos ser.
Enquanto acontecia um alagamento nas redondezas onde moro, eu e minha amiga câmera presenciamos no Grotão, um bípede que procurava se safar de tal tragédia! O pobre animal, cada vez que a água subia, tentava salvar-se mais e mais. Na cabeça do pobre animal, se essa seguisse uma linha de raciocínio seria a de que a Sociedade queria (e por que não, ela?) que fosse pato. Mas de certa forma, essa outra ave, se sentiria revoltada: primeiro, por comparar o povo à sua existência; segundo por esse mesmo povo pagar por si - digo pagar o pato! Das mazelas do nosso país. Afinal de contas, ser pato no significado da maira mais simplória é ter habilidade pra se livrar de algumas necessidades e também ser galináceo, requer um pouco de coragem e botar o bico no trombone quando alguém ou algum sistema invade o seu direito. Ou você já viu alguma ave em silêncio no momento em que é atacada?
Sem moral: tenha a habilidade de um pato (sem o se-lo) e a coragem de uma galinha ao reclamar!
Valdiney Monteiro de Melo, educador e estudante de letras.
ALIADO DA EDUCAÇÃO


Educador alfabetizou mais de 2 mil pessoas na comunidade de Paraisópolis


Valdiney Monteiro de Melo, o Ney, trabalha como educador na comunidade de Paraisópolis dando aulas de alfabetização e reforço, desde 1989. Ney começou dando aula na casa das pessoas até montar uma escola e, acredita que sua iniciativa já alfabetizou mais de 2 mil pessoas em Paraisópolis.
Segundo ele, o começo foi muito difícil: “Tive que superar o preconceito que as pessoas tinham comigo e também o preconceito que havia dentro de mim”. Além da escola, ele trabalha como auxiliar bibliotecário, função que exerce desde 2006, no Colégio Nossa Senhora do Morumbi. Na comunidade de Paraisópolis, ministra aulas de alfabetização e reforço na escola que fundou: Escola de Alfabetização e Reforço.
Em entrevista exclusiva ao JPN, o educador Ney conta como começou sua história na comunidade de Paraisópolis, trabalhos realizados e projetos para o futuro.
JPN- O que precisa mudar em Paraisópolis?
Ney- A conscientização e a educação do povo. Muitas pessoas acham que Paraisópolis acaba na Giovane. Se olharmos para os arredores da comunidade, notamos algo interessante: o Estádio do Morumbi (campo do São Paulo Futebol Clube), Palácio do Governo (sede do governo estadual), Casa da Fazenda, Rede Globo de Televisão, Shopping Jardim Sul, Morumbi e Butantã. Em outras palavras, temos uma posição privilegiada em relação a outros bairros e comunidades de São Paulo.
JPN- Qual é sua opinião sobre o processo de urbanização pelo qual Paraisópolis passa?
Ney- Acho muito bom. Esse processo irá trazer melhorias para o povo de Paraisópolis.
JPN- Como você encara o “Acordo de reforma ortográfica” firmado por países de língua portuguesa?
Ney- Na verdade foi um acordo político entre os países envolvidos.
JPN- Acordo político?
Ney – Sim. Para vender mais livros e ao mesmo tempo aumentar o índice de empregabilidade. Afinal, as bibliotecas terão que refazer suas obras para cumprir o prazo que foi estipulado pelo acordo de reforma ortográfica.
JPN- Quais são os projetos para o futuro?
Ney- Tenho um projeto voltado para o aprendizado de idiomas. Para realizá-lo, terei o apoio de uma professora renomada da USP. Há 3 anos trabalho com aulas de inglês. Essa iniciativa irá ampliar o estudo de línguas na comunidade que tanto necessita.
JPN – Além da Escola de Alfabetização e Reforço, você trabalha em outro lugar?
Ney – Sim. Trabalho no colégio Nossa Senhora do Morumbi na função de auxiliar bibliotecário. Trabalho com carteira assinada e depois que entrei nele minha vida mudou: iniciei o curso de letras e me formo até o final desse ano.
JPN – Autores prediletos?
Ney – Eça de Queiroz, José Saramago, Carlos Drummond de Andrade, Monteiro Lobato e Clarice Lispector.
JPN- Qual obra e autor você sugere para os leitores do JPN?
Ney- Qualquer obra de Monteiro Lobato.
QUERMESSE DA PARÓQUIA SÃO JOSÉ


A Igreja de São José celebra desde 2002, ano que foi fundada, sua tradicional quermesse junina. Todo ano, o evento acontece em função de um objetivo. Nesse ano, por exemplo, o dinheiro arrecadado teve por finalidade comprar o forro e a parte elétrica da igreja.
Além da tradicional festa junina, a paróquia realizou o tão esperado bingo, que teve como prêmio principal uma “Moto Twister” zero quilômetro e dois ganhadores dela ao final.
Segundo o padre Luciano, pároco administrativo da Igreja São José, o evento teve resultados significativos em relação aos anos anteriores. “Com o lucro do evento iremos comprar o forro e finalizar a parte elétrica da nossa igreja. A quermesse é um evento que reuni familiares, amigos e é uma forma de relembrarmos nossas tradições”.
Estima-se que mais de 4 mil pessoas compareceram ao bingo da paróquia São José. O Jornal Paraisópolis News esteve presente na cobertura do bingo e da quermesse.
PRIMEIRO ARRAIÁ DO CEU




No último dia 20 de junho aconteceu o primeiro Arraiá do CEU (Centro Educacional Unificado) Paraisópolis. A festa teve início às 11h00 com muitas brincadeiras tais como: pescaria, argola, boca do palhaço, rabo da Ninoca, árvore surpresa e correio elegante. O evento foi acompanhado por moradores da comunidade e região, familiares, pais, estudantes, convidados e alunos que estudam no CEU. Além das atrações juninas, houve vacinação contra a poliomielite, doença conhecida como “Paralisia infantil” para crianças de até 5 cinco anos . (foto no detalhe).
O CEU estava decorado com bandeirinhas coloridas, balões e bambus que nos remetia ao ambiente e aos símbolos que não poderiam faltar em uma tradicional festa junina. Todos os alunos participantes estavam caracterizados como caipira o que deixou a festa ainda mais bonita e animada.
No decorrer da festa foram sorteados uma televisão e dois ventiladores, cestas básicas, conjunto de copos, um liquidificador e mui-tos outros
As Unidades Educacionais CEI, EMEI e EMEF organizaram apresentações dos alunos, resgatando músicas tradicionais da época junina, tais como: canção de São João, Cai cai balão, Capelinha de Melão entre outras. Alunos do Projeto de Dança Vocacional apresentaram uma Quadrilha bem animada.
As barracas com comidas típicas e saborosas como: milho, pipoca, canjica, maçã do amor, bolos, arroz doce, salgados, doces, algodão doce, cachorro quente e pastel deixaram os convidados com água na boca.
brindes (doados pela gestão do CEU e parceiros). O sorteio mais esperado foi de um “mega” cestão de alimentos organizado pela Gestão.
Mais de 3 mil pessoas compareceram para prestigiar o primeiro arraia junino. Localizado na Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, o CEU Paraisópolis, promove atividades de lazer, entretenão poderiam faltar em uma tradicional festa junina. Todos os alunos participantes estavam caracterizados como caipira o que deixou a festa ainda mais bonita e animada.
No decorrer da festa foram sorteados uma televisão e dois ventiladores, cestas básicas, conjunto de copos, um liquidificador e mui-tos outros
As Unidades Educacionais CEI, EMEI e EMEF organizaram apresentações dos alunos, resgatando músicas tradicionais da época junina, tais como: canção de São João, Cai cai balão, Capelinha de Melão entre outras. Alunos do Projeto de Dança Vocacional apresentaram uma Quadrilha bem animada.
As barracas com comidas típicas e saborosas como: milho, nimento, cidadania, cultura e educação, aos finais de semana. Desde dezembro de 2008, mês que marca sua inauguração. Para maiores informações ligue para o telefone 3501 5660.


No último dia 20 de junho aconteceu o primeiro arraiá do CEU (Centro Educacional Unificado) Paraisópolis. A festa teve início às 11h00 com muitas brincadeiras tais como: pescaria, argola, boca do palhaço, rabo da Ninoca, árvore surpresa e correio elegante. O evento foi acompanhado por moradores da comunidade e região, familiares, pais, estudantes, convidados e alunos que estudam no CEU. Além das atrações juninas, houve vacinação contra a poliomielite, doença conhecida como “Paralisia infantil” para crianças de até 5 cinco anos . (foto no detalhe).
O CEU estava decorado com bandeirinhas coloridas, balões e bambus que nos remetia ao ambiente e aos símbolos que não poderiam faltar em uma tradicional festa junina. Todos os alunos participantes estavam caracterizados como caipira o que deixou a festa ainda mais bonita e animada.
No decorrer da festa foram sorteados uma televisão e dois ventiladores, cestas básicas, conjunto de copos, um liquidificador e mui-tos outros
As Unidades Educacionais CEI, EMEI e EMEF organizaram apresentações dos alunos, resgatando músicas tradicionais da época junina, tais como: canção de São João, Cai cai balão, Capelinha de Melão entre outras. Alunos do Projeto de Dança Vocacional apresentaram uma Quadrilha bem animada.
As barracas com comidas típicas e saborosas como: milho, pipoca, canjica, maçã do amor, bolos, arroz doce, salgados, doces, algodão doce, cachorro quente e pastel deixaram os convidados com água na boca.
brindes (doados pela gestão do CEU e parceiros). O sorteio mais esperado foi de um “mega” cestão de alimentos organizado pela Gestão.
Mais de 3 mil pessoas compareceram para prestigiar o primeiro arraia junino. Localizado na Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, o CEU Paraisópolis, promove atividades de lazer, entretenimento, cidadania, cultura e educação, aos finais de semana. Desde dezembro de 2008, mês que marca sua inauguração. Para maiores informações ligue para o telefone 3501 5660.
QUERMESSE DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO PARAÍSO



A quermesse da paróquia Nossa Senhora do Paraíso, realizada na Casa do Calvário, não foi diferente da que aconteceu na Igreja de São José, ambos os eventos foram pontos de encontro e integração da comunidade. No caso da Igreja Nossa Senhora do Paraíso, o evento desde ano, teve por meta, arrecadar fundos para a compra de um terreno que a Igreja ainda não tem. Barracas, bandeirinhas, danças, pessoas vestidas de caipira, comidas e bebidas típicas, fizeram da Casa do Calvário, um ambiente, alegre e divertido. Onde amigos, parentes e convidados, puderam prestigiar tradicional o mês junino.
Para a festa ficar completa, foi realizado, um bingo que segundo dados da direção da Igreja, contou com mais de mil pessoas e teve 5 cinco prêmios: 1 Microondas, 1 Máquina Digital, 1 Máquina de lavar e 1 TV LCD de 32 polegadas.
O que é a BECEI de Paraisópolis



Fundada por iniciativa de Claudemir Alexandre Cabral, em 1995, a biblioteca BECEI (Biblioteca Escola Crescimento Educação Infantil) de Paraisópolis, tornou-se um centro de cultura e entretenimento. Cabral, não só foi pioneiro na construção da BECEI de Parasiópolis, mas por ser o primeiro jovem com 15 anos de idade no Brasil, a montar uma biblioteca dentro de uma favela. Segundo ele, sua biblioteca foi o primeiro lugar a ter internet na comunidade há 8 anos.
A biblioteca BECEI recebeu de setembro de 1995, a março de 2009, cerca de 620 mil pessoas de idades variadas.
Atualmente a BECEI de Paraisópolis conta com um acervo de 11 mil exemplares catalogados.
Veja os detalhes da entrevista feita ao JPN:

JPN - Como surgiu a idéia da biblioteca?

Cabral – Primeiramente começou na minha casa através de uma sala de aula com 15 livros numa prateleira. Comecei montá-la a partir de doações de amigos. Em 1995, consegui tirá-la da minha casa e ampliar o espaço dela através do apoio da Escola Graduada. Além disso, houve outro fator importante para o conhecimento e divulgação da minha iniciativa, o Jornal Estado de São Paulo abriu caminho através da matéria: “Tem Hegel e Sidney Sheldon na favela”. Depois da reportagem recebi 800 mil exemplares.

JPN – Que mudanças a biblioteca trouxe para Paraisópolis?

Cabral - Contribuímos para tirar crianças da rua e a comunidade ficou mais informada com cultura e entretenimento.

JPN - Quais seus projetos para o futuro?

Cabral- Expandir minha idéia para outros lugares que tanto precisam de uma biblioteca. Como já o fiz ao montar três bibliotecas na floresta amazônica e outra que está em construção no morro de Santa Marta, região da zona sul do Rio de Janeiro.

JPN – O que precisa melhorar em Paraisópolis?

Cabral - A educação do povo. As pessoas deveriam criticar menos e apoiar mais.

JPN – Qual é o público alvo?

Cabral - No começo só crianças frequentavam, hoje o público é geral. Alunos das escolas Maria Zilda, Etelvina, Homero, Porto Seguro, Pio XII, Projeto Chance e tantos outros. Para ficar por dentro da programação da BECEI, com cursos de inglês e espanhol gratuito, horário de funcionamento, cine BECEI e requisitos para se tornar associado, acesse o email: bibliotecabecei@globo. com ou ligue para o telefone 3507 7531.
O endereço da biblioteca fica na Rua Melchior Giola nº 36, próximo ao campo do Palmeirinha.