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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Antonio Abujamra, A voz do provocador em Paraisópolis




Faça teatro no CEU Paraisópolis


Programa Vocacional de Teatro
Artista Orientadora: Adriana Macul
Aulas aos sábados 
Totalmente Gratuito!


Informações e incrição


Orquestra Filarmônica de Paraisópolis



Maestro Paulo
Aulas de Segunda à Quinta Feira
Das 15h30 às 17h20
Totalmente gratuito

Entrevista com o presidente do Metrô de São Paulo, Sérgio Avelleda

Por. Luiz Flavio


JPN - Quais as vantagens principais que a nova Linha 17 Ouro vai trazer para a população de Paraisópolis?
Avelleda - As vantagens são várias. A idéia é criar bolsões de ligamento e dar aos moradores do bairro acesso a mais opções de transportes para se deslocar entre um bairro e outro de forma mais rápida. O monotrilho criará essas opções interligando os bairros ao sistema metroviário existente além de passar pelas principais avenidas da região. Com o mesmo bilhete o passageiro poderá ir pelo percurso que achar mais viável e mais rápido ao seu destino. O morador chegará mais rapidamente ao trabalho, escola, hospital e áreas de lazer da cidade.

JPN- Por que a construção da nova linha foi escolhida por sistema monotrilho e não pelo sistema convencional?
Avelleda - A implantação pelo sistema monotrilho é mais barata e muito mais rápida de ser executada do que pelo sistema de metrô convencional. Outro fator é o baixo número de desapropriações de imóveis que será necessário fazer no seu percurso. 

JPN - Quais são as principais diferenças dos dois sistemas?
Avelleda - 
O metrô convencional anda quase em linha reta o que não é viável para a forma dos obstáculos que o percurso apresenta. A área do Morumbi é montanhosa, só isso já aumentaria o custo e o tempo para a realização da obra pelo sistema convencional. Já o sistema monotrilho permite que as composições façam curvas mais fechadas e permite que as composições possam acompanhar as elevações do percurso. Isso não é possível pelo sistema subterrâneo.

JPN - Uma das preocupações principais dos moradores do Morumbi diz respeito à segurança. O monotrilho é seguro? E se der uma pane ou faltar energia?
Avelleda - 
Sim, o monotrilho é seguro. O sistema já é usado há muito anos em diversos países. Viajamos para esses países para estudarmos entre outras coisas a segurança do sistema. O nosso monotrilho tem 4 níveis de segurança, que é o nível máximo para esse tipo de transporte. Em caso de pane a composição pode ser atracada por outra composição tanto na parte da frente como na parte de trás do vagão; sendo assim rebocado. Também há geradores de energia extra em cada estação que permite que em caso de falta de energia, a composição chegue até a estação mais próxima. Ainda existe outro procedimento de segurança que permite que através de emparelhamento dos vagões os passageiros de uma composição possam passar para a outra por meio de um sistema de passarelas existentes em cada composição.

JPN - Quantos imóveis o metrô vai desapropriar em Paraisópolis?
Avelleda - Nenhum imóvel. Foi tudo bem planejado, a linha será construída no trajeto da nova Avenida Perimetral onde já estão sendo feitas as intervenções necessárias para a construção da nova via.

JPN - Como ficará o transporte público da comunidade? Há algum planejamento em andamento?
Avelleda - 
Já estão sendo realizados estudos para o transporte da comunidade. O que eu posso dizer é que haverá interligações entre as linhas que serve a comunidade e as estações. Não tem sentido o morador ter que andar da porta de sua casa até a estação.

JPN - Por que a nova linha terá que passar pelo aeroporto de Congonhas?
Avelleda - 
Veja bem, mesmo depois da desistência de jogos no estádio do Morumbi para a Copa de 2014, o evento trará muitos turistas, e a construção da nova linha ligará esses turistas à área hoteleira mais próxima que fica situada na região da Carlos Berrini. 


Grêmio é o grande campeão da Copa da Paz 2011

Por Lucas Bass
Grêmio do Paraisópolis vira para cima do Unidos Da Ponte e vence o campeonato da Copa da Paz por 2 X 1.

   Depois de dois meses de muitos jogos, gols e muita garra, a Copa da Paz (DREHER) edição 2011 chega a sua grande final com um resultado surpreendente. A torcida que compareceu aos jogos no Campo do Palmeirinha assistiu de perto um dos grandes clássicos do campeonato times de outros bairros da capital paulista sendo realizados na comunidade.
 A grande final entre Grêmio do Paraisópolis e o Unidos da Ponte Da vila Santa Catarina, começou muito disputado com os times se estudando e com bons passes, mais a única boa jogada aconteceu aos 32 minutos com o Paulinho (camisa 10) do Grêmio que chutou forte de fora da área assustando o Goleiro adversário.
   No Segundo tempo, logo aos 7 minutos o Unidos da ponte abre o Placar com o Zagueiro Everton camisa 3 - depois de um escanteio, ele pega a sobra e manda para o gol.
depois do gol, o Grêmio foi para o tudo ou nada, o técnico Luizão adiantou seu time e fez alterações na sua equipe que deram resultados. Aos 15 minutos falta para o Grêmio, Bahia camisa 6 - cruzou na área e Tota camisa 5 sobe mais alto, e desvia de cabeça empatando a partida.
Os dois times, disputaram com muita garra lance a lance, mais aos 33 minutos boa jogada do Grêmio, contra ataque e Triangulação entre Baratinha camisa 11, e Carlos Eduardo Camisa 7 a bola chega aos pés de Fernando camisa 9 que domina a bola e chuta colocado fazendo o gol que garantiu o campeonato ao Grêmio. Depois do Gol, o Grêmio só administrou e esperou o apitou final do arbitro José Cardoso, para comemorar o titulo.
   Dos times da comunidade que estavam disputando a Copa da Paz: Palmeirinha, Portuguesa, Real Madri, Grêmio e Atlético; o destaque vai para o Grêmio que depois de 23 anos consegue chegar à final de um torneio de expressão do porte da Copa da Paz. Apesar do esforço o Atlético do Paraisópolis não conseguiu passar da primeira-fase, o Real Madri saiu na fase das oitavas de finais quando na ocasião perdeu para a equipe do Ouro Preto do Iporanga por 4 x 2. O Palmeirinha quase chegou lá, mas saiu na fase de oitavas após empatar com a equipe do Resgate da Cidade Tiradentes por 0 – 0 e perder nos pênaltis. A Portuguesa que era um dos times favoritos ao título saiu na fase de Quartas de finais.
   Bons jogadores da comunidade são destaque na Copa da Paz 2011 como Edson Macedo - meio campista da Portuguesa, Fumaça - meio campista do Palmeirinha, Macedinho - atacante do Real Madri, mais o destaque do campeonato foi Baratinha - meio campista do Grêmio que além de ganhar o prêmio de artilheiro com 6 gols também ganhou o título de melhor jogador do campeonato.
A Copa da Paz tem ganhado a cada ano mais prestigio e se tornado na cidade de São Paulo um dos campeonatos mais esperados por times de várzea de bairros da cidade. Por traz de toda essa organização a “Ponte Estratégia” empresa de pesquisa e marketing que acreditou no potencial da comunidade de Paraisópolis, tem todo o crédito pelo crescimento do evento esportivo além de usar a própria estrutura do bairro valorizando ainda mais os parceiros e moradores da comunidade. Parabéns a todos os organizadores da Copa da Paz 2011 pela maravilhosa festa esportiva.

Ricardo Azevedo participa da 4° Semana das Bibliotecas de Paraisópolis

Por Luiz Flavio 
 Ricardo de Azevedo fez a 4° semana das bibliotecas cumprir seu papel de incentivo a leitura

   A 4° Semana das Bibliotecas de Paraisópolis contou este ano com a presença de Ricardo Azevedo, um dos maiores escritores de literatura infantojuvenil brasileira. Na visita a comunidade o escritor assistiu a uma apresentação de Boi Bumbá feito pelos alunos do programa Einstein na comunidade, e apresentou uma palestra onde mostrou aos alunos e educadores da comunidade um pouco do seu trabalho e como são feitos os preparativos para se escrever um livro. 


   A Semana das Bibliotecas de Paraisópolis é realizada todos os anos por profissionais e voluntários que trabalham nas bibliotecas e instituições de Paraisópolis e tem por objetivo promover ações voltadas para divulgação da cultura e atividades de incentivo à leitura produzida na própria comunidade.

Novo artista em Paraisópolis

Por Luiz Flavio

   Pelas mãos do paraense Moisés Mendonça, 44 anos, os moradores de Paraisópolis encontraram uma nova forma de retratar imagens e momentos agradáveis da vida. Há mais de dois meses trabalhando na comunidade, ele desenha rosto e retrata através de lápis e carvão o cotidiano dos moradores do bairro. "Desde que cheguei em Paraisópolis, não fiquei um dia sem trabalho" diz. A paixão em desenhar pessoas começou aos 15 anos e, de lá para cá o amor virou profissão. Na década de oitenta o artista começou a ganhar dinheiro com sua arte. Moisés trabalhou no Rio de Janeiro e no litoral paulista. Já desenhou vários  famosos: Malu Mader, Sandy e Junior,  entre outros. Quem pensa que é fácil retratar o que Moisés faz, não sabe o trabalho. Alguns desenhos para chegar 'a mais perfeita tradução' do rosto desenhado; em alguns casos ele gasta um dia inteiro para fazer. A maior dificuldade para o artista é desenhar fotos que os moradores lhe encomendam para transformar em desenho, pois demora mais para ser feita; já com a pessoa posando na sua frente o serviço e feito mais rapidamente. Em alguns casos ele faz o serviço na casa do próprio cliente pela comodidade que isso proporciona, mas normalmente faz seu serviço na rua. Moisés tem seu ponto ultimamente na Rua Melchior Giola, na calçada da Padaria Sorocaba e atende de segunda à sexta das 9:00 às 17:00 hs. Também aos sábados que é o dia de mais movimento na comunidade.