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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Kassab envia à Câmara de SP projeto que viabiliza monotrilho no Morumbi

O prefeito Gilberto Kassab enviou à Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei que prevê um plano de melhoramentos em vias do Morumbi, na Zona Sul da capital.
O projeto prevê a reserva de faixa destinada à implantação do sistema monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô - obra prevista no pacote de mobilidade urbana com vistas a preparar a cidade para a Copa do Mundo de 2014 - e a implantação de uma área verde (parque linear) em toda a sua extensão.
O projeto também prevê a construção de um sistema viário entre o Complexo Paraisópolis e a Estação Estádio Morumbi e uma via de ligação entre a Rua Doutor Flávio Américo Maurano e a Praça Roberto Gomes Pedrosa. Segundo a justificativa, essa intervenção integra um sistema viário de maior abrangência, unindo a Marginal Pinheiros, na altura da Ponte Jão Dias, até a Avenida Eliseu de Almeida.
O texto do plano de melhoramentos prevê alargamento das ruas Dona Mariquita Julião, Senador Otávio Mangabeira (da Rua Barão de Casabranca até a Engenheiro João Ortiz Monteiro), alargamento da Rua João de Castro Prado (desde a Rua Engenheiro João Ortiz Monteiro até a Praça Alfredo Gomes);  e alargamento da Avenida Jules Rimet (desde a Praça Alfredo Gomes até a Praça Roberto Gomes Pedrosa).
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou no final de julho o contrato para início da construção do monotrilho.  A primeira etapa a ser entregue tem 7,7 km de extensão, entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da CPTM (Osasco-Grajaú).

Ela busca atender a rede hoteleira da região.  A segunda, prevista para terminar em 2015, passará sobre o Rio Pinheiros, chegará ao Estádio do Morumbi e passará pela favela. O terceiro trecho vai de Congonhas à Linha 1–Azul do Metrô.

Investimentos
Para a construção da linha serão investidos R$ 3,1 bilhões. A previsão é que a Linha 17-Ouro tenha aproximadamente 18 km de extensão e 18 estações: Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia, Vila Paulista, Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan, Morumbi, Panamby, Paraisópolis, Américo Mourano, Estádio do Morumbi e São Paulo-Morumbi.
As obras serão executadas pelo Consórcio Monotrilho Integração. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo cassou em 30 de junho a liminar que impedia a finalização do processo licitatório, decisão que permite a assinatura do contrato de execução da obra.
A liminar judicial da 3ª Vara da Fazenda Pública atendia ação civil pública proposta pela Associação Sociedade Amigos da Vila Inah (Saviah), que pedia a suspensão do processo licitatório.
(Fonte: G1)

Projeto arquitetônico em Paraisópolis recebe prêmio US$ 100 mil em Buenos Aires

Fonte PineWeb
Um projeto para uma escola de música localizada no Grotão, no coração da favela de Paraisópolis, em São Paulo, venceu a categoria principal da etapa sul-americana do Holcim Awards, concurso trienal que destaca os melhores projetos de sustentabilidade do mundo. O escritório Urban Think Tank recebeu US$ 100 mil pelo projeto liderado pelo arquiteto Alfredo Brillembourg.
http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/think-tank-urban-vence-premio-holcim-de-sustentabilidade-com-projeto-238846-1.asp

Justiça Federal destina recursos para ampliação de creche em Paraisópolis

   No próximo sábado (8/10) será realizada a inauguração da nova ala da Creche Anglicana do Morumbi (Paraisópolis), construída graças à doação de R$ 400 mil pela Justiça Federal de São Paulo através da 6ª Vara Federal Criminal, especializada em crimes de lavagem de dinheiro. Na época em que foi proferida a decisão, atuava como juiz o agora desembargador federal Fausto Martin De Sanctis.
   O novo setor da creche possui cerca de 300 m² distribuídos em quatro salas, dois banheiros, um lactário e um depósito, que servirão para atender mais 120 crianças, além das 380 já atendidas. Com essa ampliação a creche passa a ter 4.000 m² de área construída, sendo considerada a maior da capital.
O prédio foi erguido pelo Instituto Anglicano no ano passado com doações de empresas privadas e pessoas físicas ligadas à Igreja Anglicana. Ao todo foram investidos R$ 2,6 milhões, sendo que naquela ocasião a 6ª Vara Federal Criminal destinou cerca de R$ 95 mil para equipar a cozinha.
veja a notícia: http://www.jfsp.jus.br/20100705-crecheparaisopolis/

   A aplicação dos valores passou por auditoria que confirmou o uso correto dos recursos bem como a adequação ao projeto apresentado. A prestação de contas também foi aprovada pela Justiça Federal.
Entre os convidados para a inauguração estão o desembargador federal Fausto De Sanctis, a atriz Gabriela Duarte (madrinha das creches do Instituto Anglicano), o secretário municipal de Educação Alexandre Alves Schneider e o cônsul geral britânico Jonh Doddrell, que farão a abertura da solenidade e da festa comemorativa do Dia das Crianças. O evento terá início às 9 horas e acontecerá na rua Dr. José Pedro de Carvalho Lima, 333, Vila Andrade SP.
(JSM)
Fonte. Justiça Federal do Estado de São Paulo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Antonio Abujamra, A voz do provocador em Paraisópolis




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Entrevista com o presidente do Metrô de São Paulo, Sérgio Avelleda

Por. Luiz Flavio


JPN - Quais as vantagens principais que a nova Linha 17 Ouro vai trazer para a população de Paraisópolis?
Avelleda - As vantagens são várias. A idéia é criar bolsões de ligamento e dar aos moradores do bairro acesso a mais opções de transportes para se deslocar entre um bairro e outro de forma mais rápida. O monotrilho criará essas opções interligando os bairros ao sistema metroviário existente além de passar pelas principais avenidas da região. Com o mesmo bilhete o passageiro poderá ir pelo percurso que achar mais viável e mais rápido ao seu destino. O morador chegará mais rapidamente ao trabalho, escola, hospital e áreas de lazer da cidade.

JPN- Por que a construção da nova linha foi escolhida por sistema monotrilho e não pelo sistema convencional?
Avelleda - A implantação pelo sistema monotrilho é mais barata e muito mais rápida de ser executada do que pelo sistema de metrô convencional. Outro fator é o baixo número de desapropriações de imóveis que será necessário fazer no seu percurso. 

JPN - Quais são as principais diferenças dos dois sistemas?
Avelleda - 
O metrô convencional anda quase em linha reta o que não é viável para a forma dos obstáculos que o percurso apresenta. A área do Morumbi é montanhosa, só isso já aumentaria o custo e o tempo para a realização da obra pelo sistema convencional. Já o sistema monotrilho permite que as composições façam curvas mais fechadas e permite que as composições possam acompanhar as elevações do percurso. Isso não é possível pelo sistema subterrâneo.

JPN - Uma das preocupações principais dos moradores do Morumbi diz respeito à segurança. O monotrilho é seguro? E se der uma pane ou faltar energia?
Avelleda - 
Sim, o monotrilho é seguro. O sistema já é usado há muito anos em diversos países. Viajamos para esses países para estudarmos entre outras coisas a segurança do sistema. O nosso monotrilho tem 4 níveis de segurança, que é o nível máximo para esse tipo de transporte. Em caso de pane a composição pode ser atracada por outra composição tanto na parte da frente como na parte de trás do vagão; sendo assim rebocado. Também há geradores de energia extra em cada estação que permite que em caso de falta de energia, a composição chegue até a estação mais próxima. Ainda existe outro procedimento de segurança que permite que através de emparelhamento dos vagões os passageiros de uma composição possam passar para a outra por meio de um sistema de passarelas existentes em cada composição.

JPN - Quantos imóveis o metrô vai desapropriar em Paraisópolis?
Avelleda - Nenhum imóvel. Foi tudo bem planejado, a linha será construída no trajeto da nova Avenida Perimetral onde já estão sendo feitas as intervenções necessárias para a construção da nova via.

JPN - Como ficará o transporte público da comunidade? Há algum planejamento em andamento?
Avelleda - 
Já estão sendo realizados estudos para o transporte da comunidade. O que eu posso dizer é que haverá interligações entre as linhas que serve a comunidade e as estações. Não tem sentido o morador ter que andar da porta de sua casa até a estação.

JPN - Por que a nova linha terá que passar pelo aeroporto de Congonhas?
Avelleda - 
Veja bem, mesmo depois da desistência de jogos no estádio do Morumbi para a Copa de 2014, o evento trará muitos turistas, e a construção da nova linha ligará esses turistas à área hoteleira mais próxima que fica situada na região da Carlos Berrini.