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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Prefeitura promove atividades em comemoração ao Dia das Mães




Atrações musicais, atividades esportivas, feira gastronômica, brincadeiras, oficinas, diálogos e palestras serão realizadas no Vale do Anhangabaú entre os dias 10 e 12 de maio.  As cantoras Tulipa Ruiz e Tiê fazem show no Vale do Anhangabaú
foto Carol Mendonça

A Prefeitura de São Paulo promove entre os dias 10 e 12 de maio, no Vale do Anhangabaú, uma série de atividades em comemoração ao Dia das Mães, neste ano celebrado no dia 12. O “Ser mãe em São Paulo” promoverá discussões sobre vários aspectos da maternidade.
A programação traz ainda tendas temáticas distribuídas pelo Vale do Anhangabaú com serviços, palestras, rodas de conversa, atividades culturais, feira gastronômica e oficinas de saúde. As atividades serão realizadas pelas secretarias municipais de Assistência e Desenvolvimento Social, Cultura, Direitos Humanos e Cidadania, Educação, Esportes, Lazer e Recreação, Governo, Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Políticas para as Mulheres, Promoção da Igualdade Racial, Saúde, Subprefeitura da Sé e SPTuris. E também por organizações da sociedade civil, como Sesc e Senac.

Palco
As apresentações no palco principal terão início na sexta-feira (10), às 12h30, com um show do grupo de percussão Ilu Oba Dini. Às 14 horas, sobe ao palco o Quarteto Paraisópolis, da Fundação Bachiana.
No sábado (11), o espaço receberá, pela manhã, a bailarina e coreógrafa Tatiana Tardioli para uma apresentação de dança materna. A atividade tem o objetivo de propor um exercício de autoconhecimento a gestantes. Pela tarde, se apresenta o grupo de teatro popular de bonecos do nordeste brasileiro, o mamulengo e o grupo de ballet da Associação Fernanda Biandrini, cujas integrantes são mulheres portadoras de deficiência visual. Para encerrar as atividades do dia, a cantora Tulipa Ruiz, recém-premiada pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), sobe ao palco com a cantora e compositora Tiê, às 17 horas.

Rodas de discussão
Na tenda Arena serão realizadas palestras e rodas de discussões sobre os seguintes temas: a maternidade exercida por diversos modelos de organização familiar, sejam eles formados por mulheres e homens ou por casais homossexuais; a maternidade e a rotina de trabalho na sociedade contemporânea;  e direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Serviços
Durante todo o evento, pequenas tendas espalhadas pelo Vale do Anhangabaú trarão informações, orientações e atendimento os visitantes. Informações sobre a Lei Maria da Penha, o teste do pezinho, aleitamento materno e orientações sobre adoção estão entre os serviços prestados. Haverá ainda tendas para a realização de testes de HIV e sífilis e oficinas de saúde da mulher e saúde bucal. O público também poderá se cadastrar em programas sócio-assistenciais.

Oficinas
O evento reunirá ainda oficinas de temas diversos. Haverá oficinas de bonecas, de cuidados com a pele da gestante, sobre o compartilhamento das atividades domésticas, de tai chi e práticas alternativas, de tênis de campo e de cartonagem. Haverá ainda espaços e momentos para brinquedoteca, sarau, contação de histórias, sensibilização sonoro musical.

Pedalada
No domingo (12), para encerrar o evento, a Secretaria de Esportes convida as famílias a participar da pedalada no Centro Histórico de São Paulo. A atividade contará com a presença da primeira-dama, Ana Estela Haddad. O passeio terá início às 10 horas, em frente à sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, e terminará em frente ao prédio dos Correios.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Conheça um pouco da história da imagem símbolo da comunidade de Paraisópolis


Fonte: http://www.tucavieira.com.br/A-foto-da-favela-de-Paraisopolis

Por Tuca Vieira

Foto Tuca Vieira

Recentemente, encontrei uma foto minha no Facebook, sem nenhuma menção à autoria, mas com centenas de comentários. Ninguém ali se perguntava quem fez a foto.

Pois ela foi feita há cerca de dez anos para a Folha de S. Paulo e até hoje recebo pedidos do mundo inteiro para reproduzi-la em livros, revistas e material didático. Devo muito a ela. Projetou meu trabalho, me deu prêmios, me levou a exposições aqui e no exterior. Mas o fato é que a imagem me fugiu do controle.

Em 2007, ela foi mostrada na Tate Modern, em Londres, em uma exposição chamada Cidades Globais. Era o cartaz, o convite, o fôlder, o cartão-postal e até o crachá da exposição, que incluía gente como o fotógrafo alemão Andreas Gursky. Fui convidado para a abertura, mas fiquei num hotel inferior e isolado. No dia do evento, descobri que havia um jantar de comemoração, para o qual eu não tinha sido chamado. Foi o artista turco Hüseyin Alptekin que disse: “Se o Tuca não for, eu não vou”. O constrangimento foi geral.

O cara que fez a imagem emblemática da exposição não tinha o status de artista. Exibida num enorme banner no Turbine Hall, a foto possuía ali um caráter mais ilustrativo, diferente das obras de arte, imaculadas, com suas legendas e cordinhas para afastar o público. Foi quando percebi que olhavam para essa foto como se não houvesse um autor. A foto era importante, mas eu não. Comecei a ser apresentado como “Tuca, the guy who took that picture”.

Não pensem que é fácil tirar uma foto como essa. Cuidei da composição, com o muro que divide os dois lados em partes iguais; cortei o céu buscando um efeito bidimensional e hipnótico. Dei vários giros com o helicóptero, orientando o piloto. Ela faz parte de uma série de fotos que fiz nessa época sobre São Paulo, e não é fruto do acaso.

Mas nada disso importa para quem a vê. E hoje essa situação já não me incomoda. Criada no ambiente do jornalismo, essa foto talvez me faça atingir o que deveria ser o grande objetivo de um artista: provocar uma reflexão sobre o mundo e não sobre a obra e seu autor. Talvez esse seja o grande mérito da foto. Ela se libertou do autor e do contexto original para enriquecer um debate sobre o Brasil, sobre a América Latina, sobre a desigualdade. Para um filho de socialista, criado num ambiente de indignação e desejo de transformação social, nada poderia ser mais gratificante. Jornalismo, arte e política aqui são indissociáveis.

E veja que, a rigor, a-foto-da-favela-de-Paraisópolis (isso soa como um mantra incessante, um verso alexandrino em busca de uma rima que lhe dê repouso) não mostra exatamente como são as coisas. Nesse prédio com as piscinas não estão os mais ricos, que, por sua vez, não moram colados aos mais pobres, que, por sua vez, não são os moradores de Paraisópolis. O poder simbólico e didático da imagem prevalece, com sua gramática visual simples e direta. Há quem diga que é Photoshop, o que parece mais uma descrença no que a cena mostra do que na foto em si. O absurdo da imagem nos impõe uma sensação de derrota inaceitável: como deixamos que as coisas chegassem a esse ponto?

Às vezes essa foto me enche o saco. Tenho projetos novos para mostrar mas a cena de Paraisópolis com frequência ofusca outros trabalhos. Para alguém jovem como eu, é difícil falar em legado. Mas é um tema que me vem involuntariamente quando surge essa foto. Será que é isso que quero deixar para o futuro? Será que tudo mais que eu fizer nunca vai ter a importância dessa única foto?

Li outro dia que nos últimos quatro anos foram feitas mais fotografias do que em todo o resto da história da fotografia. Pensando bem, talvez não seja tão mau ter pelo menos uma que importa.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Projeto Guri oferece curso gratuito de música no CEU Paraisópolis


- Iniciação Musical: O curso é destinado a crianças de 6 a 9 anos, com o objetivo de: Conhecer, tocar e construir instrumentos, cantar canções brasileiras e de outros países, ampliar a percepção auditiva e desenvolvimento rítmico-motor, estes são alguns dos temas trabalhados com os nossos alunos.

- Violão: Para crianças e adolescentes de 10 a 18 anos, além de estudar o instrumentos, neste programa os alunos tem aula de canto coral e teoria musical compondo a grade curricular.

- Iniciação Musical para Adultos: Acima de 18 anos, tem como objetivo: Conhecer, tocar e construir instrumentos, cantar canções brasileiras e de outros países, ampliar a percepção auditiva e desenvolvimento rítmico-motor.
 As aulas acontecerão todas as quarta-feiras, nos períodos da manhã e tarde.

Os documentos necessários para matrícula são: 1 foto 3x4; comprovante de endereço; RG ou Certidão de Nascimento do aluno.
As informações sobre disponibilidade de vagas podem ser encontradas no CEU Paraisópolis, sala 09 (próximo ao Teatro), na Rua: Doutor José Augusto de Souza e Silva, s/nº.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Senac e Crescer Sempre oferecem curso gratuito de auxiliar de escritório e recepcionista


JMBM Carnes faz sorteio do dia das mães hoje


Geraldo Alckmin pela homenagem feita pelos moradores de Paraisópolis

Governador Geraldo Alckmin agradece a homenagem feita pelos moradores e lideranças pela implantação do Bom Prato Paraisópolis.





Como prevenir a conjuntivite entre as crianças




De acordo com dados do American Journal of Infection Control, mais de 164 milhões de abstenções são registradas anualmente em escolas públicas dos Estados Unidos devido à propagação de doenças infecciosas. Deste contingente, 3 milhões de faltas são resultado de conjuntivite aguda.
"A conjuntivite é muito comum entre as crianças. A única maneira realmente eficiente de evitar que a doença se espalhe entre as crianças é reforçar os bons hábitos de higiene, na escola e em casa”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

O que é a conjuntivite?

Conjuntivite é o termo usado para caracterizar o inchaço da conjuntiva, fina membrana delgada e transparente que reveste a parede do globo ocular e das pálpebras. Existem três formas de conjuntivite: as virais, as bacterianas e as alérgicas.

“A conjuntivite viral, a forma mais comum da moléstia, é causada pelo mesmo vírus que provoca o resfriado comum. Assim como um resfriado, que se espalha rápido entre as crianças, esta forma de conjuntivite também é muito contagiosa”, explica a oftalmopediatra, Laura Duprat, que integra o corpo clínico do IMO.

A conjuntivite bacteriana é uma forma altamente contagiosa da moléstia, causada por infecções bacterianas. “Este tipo de conjuntivite geralmente deixa o olho bem vermelho e com uma grande quantidade de pus”, explica a médica.
“A conjuntivite alérgica é uma forma da doença causada por uma reação do corpo a um alérgeno ou irritante. Não é contagiosa. Este tipo de conjuntivite é geralmente associado com vermelhidão na parte branca do olho ou da pálpebra interna”, explica a oftalmopediatra.

Como prevenir o aparecimento da conjuntivite entre as crianças?

“A conjuntivite, seja ela bacteriana ou viral, pode ser bastante contagiosa. As crianças são geralmente mais suscetíveis de adquirir uma destas formas da doença - provocadas por bactérias ou vírus - porque elas estão em contato com muitas outras crianças em escolas ou creches”, explica a oftalmopediatra do IMO, Laura Duprat.

A seguir, a médica enumera algumas das maneiras mais comuns de adquirir as formas contagiosas da conjuntivite:

• Reutilizando lenços e toalhas ao limpar o rosto e os olhos;
• Esquecendo de lavar as mãos frequentemente;
• Tocando/coçando freqüentemente os olhos;
• Usando cosméticos inapropriados para a idade, e / ou compartilhando cosméticos com outras pessoas;
• Não limpando as lentes de contato corretamente;
• Não usando óculos de mergulho para nadar;
• Nadando em piscinas sem cloro ou em lagos.

“Incentivar bons hábitos de higiene entre as crianças pode ajudar a prevenir a propagação da conjuntivite. Se uma criança com a doença – ainda sem diagnóstico – frequentava a escola ou a creche, é muito importante que, após o diagnóstico, as demais adotem medidas visando prevenir a propagação da doença”, alerta a médica.

Segundo Laura Duprat, pais e professores devem trabalhar em conjunto:
• Incentivando as crianças a lavar as mãos frequentemente;
• Recomendando que evitem tocar/coçar os olhos;
• Desencorajando-os a fazer o compartilhamento de toalhas, panos, lenços e tecidos para limpar o rosto e os olhos.

Tratando o problema

“Nos casos de conjuntivite viral, os sintomas podem se estender por uma ou duas semanas e depois desaparecem por conta própria. Já nos casos de conjuntivite bacteriana, o oftalmologista normalmente prescreve um colírio para tratar a infecção. E no tratamento da conjuntivite alérgica, geralmente o oftalmologista recomenda a aplicação de compressas frias nos olhos e a ingestão de anti-histamínicos”, explica a oftalmopediatra.

É oportuno esclarecer pais e professores que somente o oftalmologista pode fazer o diagnóstico correto do tipo de conjuntivite de cada criança, antes de prescrever o tratamento adequado. “Ao suspeitar que uma criança tem conjuntivite, os pais não devem sair por aí, comprando remédios indicados por amigos. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um oftalmologista. Alguns colírios são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro de inflamação”, alerta Laura Duprat.

Dicas para cuidados domésticos
Segundo a oftalmopediatra Laura Duprat, uma compressa aplicada às pálpebras fechadas pode aliviar um pouco o desconforto da conjuntivite. “Para fazer uma compressa, basta molhar gaze em água filtrada e fria e aplicá-la sobre os olhos por mais ou menos 20-30 minutos, duas ou três vezes ao dia. Se a criança tem conjuntivite em um olho apenas, não use a mesma gaze em ambos os olhos, a fim de evitar a propagação da infecção de um olho para o outro”, explica a médica.