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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sujeira irrita no entorno de obra da Perimetral

FABIO PAGOTTO                                                                                                        Fonte Diário SP
Vinícius Pereira/Diário SP
Entulho acumulado próximo de canteiros da nova avenida do Morumbi incomoda moradores do bairro 

AS OBRAS DA VIA PERIMETRAL INCLUEM A DUPLICAÇÃO DA AVENIDA ITAPAIÚNA


   As obras da primeira fase da Via Perimetral, nova avenida que cortará o congestionado bairro do Morumbi, na Zona Sul, estão dentro do cronograma, mas o entulho acumulado nos canteiros incomoda os moradores da região. O lixo tem duas origens, de acordo com os vizinhos da obra. A maior parte é de pessoas que jogam móveis usados e outros refugos, mas alguns são gerados pelas desapropriações realizadas pela Prefeitura.
“Há 15 dias derrubaram os barracos que estão no leito da obra. Essa é a quinta vez em seis meses que fazem isso. As tábuas e os restos ficam todos aqui”, reclamou o encanador Antônio Barbosa, de 56 anos, morador do bairro há 28 anos. “Já invadiram e fizeram a favela tudo de novo. Quando a Prefeitura derruba os barracos, tem de fazer a limpeza”, afirmou o encanador.
A diarista Ivanize Augusto, de 33 anos, reclama do lixo jogado durante a madrugada por clandestinos. “Às vezes é tanto que chega a bloquear a rua. Nós temos de enfiar os pés na lama para ir ao trabalho”, relatou Ivanize. Ela usa a Avenida Itapaiúna, parte do projeto da Perimetral, para ir ao trabalho. A Itapaiúna deverá receber asfalto e ser duplicada até abril de 2012, de acordo com a Prefeitura. “Vai ser ótimo para toda a comunidade”, falou Ivanize.
O vigilante João Bernardino, de 55 anos, também acha que o entulho incomoda, mas acredita que a obra é importante para a região. “Se a Prefeitura removesse o lixo, seria perfeito. Eu acho que é fundamental investir em obras para desafogar o trânsito no Morumbi, que está muito ruim”, disse o vigilante.
Remoções/ De acordo com nota da Prefeitura, foram removidas cerca de 400 famílias em obras de urbanização de Paraisópolis, incluindo as que estavam no trajeto da nova avenida.
“As famílias que tiveram de ser removidas da área da Perimetral por conta das obras da via receberão auxílio-aluguel renovável até a entrega da moradia definitiva em Paraisópolis”, afirma a nota da Prefeitura.
Avenida deve ficar pronta em 2012 e vai custar R$ 33 milhões
Segundo a Prefeitura, a Via Perimetral deverá ser inaugurada no primeiro semestre de 2012. De acordo com estimativas da Prefeitura, o novo corredor deverá receber 2,4 mil veículos por hora e desafogar a Avenida Giovanni Gronchi, que atualmente recebe 1,9 mil veículos por hora e sofre com congestionamentos.
A Sehab (Secretaria da Habitação) está construindo a ligação entre a Rua Dr. Flávio Américo Maurano e o CEU Paraisópolis. “Dos 1.470 metros da avenida, já foram executados 700. Com as obras de alargamento, a Avenida Itapaiúna terá duas pistas com três faixas cada e canteiro central” afirmou a Prefeitura por meio de nota.
O alargamento consiste em pavimentação, construção de galerias para drenagem da rua e contenção com muro de gabião (estrutura drenante feita em tela de arame e preenchida com pedras).
No total, para construir a obra, serão desapropriados 32 imóveis, sendo 26 já foram retirados e seis em processo. O custo total da obra da Via Perimetral é de R$ 33 milhões.

Lançamento do 1° Fórum Novo Brasil em Paraisópolis


Evento vai reunir executivos e autoridades públicas para discutir sobre a nova classe média

No dia 17 de novembro, será realizado o lançamento do 1º Fórum Novo Brasil – Desvendando a Classe Média, no bairro de Paraisópolis, em São Paulo (SP). O evento vai reunir executivos do setor público, privado e do terceiro setor, que apresentarão novas visões para o Brasil do futuro.

Entre os nomes confirmados estão Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular; Moreira Franco, ministro do Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da  Presidência da República; Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza e Gilson Rodrigues, presidente da Associação de Moradores de Paraisópolis.
O objetivo do lançamento é divulgar o fórum que será realizado em março de 2012, em Brasília. 

Entre os assuntos abordados, Renato Meirelles vai traçar um perfil evolutivo da Nova Classe Média, de 2001 a 2011.

Informações

Tel: 3501-5660
Local: Teatro do CEU Paraisópolis - São Paulo-SP
Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, s/nº - Bairro Morumbi - Paraisópolis
Data: 17/11/2011
Horário: Das 10h às 12h

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mariana Aydar estreia como compositora no CEU Paraisópolis

 Fonte OBA OBA
Créditos: Renam Christofoletti

 Enquanto não há data para o show de lançamento oficial de seu terceiro álbum de estúdio, ‘Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo’, Mariana Aydar antecipa algumas músicas em apresentação gratuita no projeto Céu é Show,em 22 de novembro, no Céu Paraisópolis.
No line-up, faixas do novo CD como “Solitude”, escrita em parceria com Luisa Maita e Jwala, e a versão inédita de “Vai Vadiar”, de Alcino Corrêa e Monarca, consagrada por Zeca Pagodinho. Sucessos anteriores como “Zé do Caroço” e “Aqui em Casa” também serão cantados pela paulistana.  A partir das 19h.

Local: CEU Paraisópolis
Tel:3501-5660
Endereço: Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, s/nº - 
Jardim Parque Morumbi - Paraisópolis 
Gênero: Forró | MPB/Samba Rock | Samba
Entrada gratuita


    domingo, 6 de novembro de 2011

    CDHU entrega o Residencial da Vila Andrade a moradores do Paraisópolis

    Foto Luiz Flavio

     Conjunto na Vila Andrade beneficiará moradores da favela Paraisópolis; no Butantã, apartamentos serão entregues a servidores públicos

    O governador Geraldo Alckmin entregou neste sábado, 5, as chaves de mais 476 apartamentos para famílias que vivem na capital paulista. Construídos pela CDHU, o Conjunto Residencial Raposo Tavares será entregue para servidores públicos estaduais, enquanto o Residencial da Vila Andrade será destinado às famílias da Favela Paraisópolis. O secretário de Estado da Habitação, Silvio Torres, e o presidente da CDHU, Antônio Carlos do Amaral Filho, também participaram dos eventos.

    Foto Luiz Flavio


    No Butantã, foi inaugurado o Residencial Raposo Tavares, com 420 apartamentos. A CDHU investiu R$ 34,8 milhões na edificação do conjunto, viabilizado pelo Programa Habitacional de Integração (PHAI), que tem como objetivo aproximar a moradia do local de trabalho dos servidores. Os apartamentos têm dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro, distribuídos em 44,94 m2 de área construída. Composto por quatro prédios de onze andares cada, o conjunto conta com centro de apoio comunitário, playground, duas portarias, paisagismo e estacionamento pavimentado.


    Foto Luiz Flavio

    Para ter direito a um dos imóveis, o funcionário público participou do processo de seleção por sorteio eletrônico e precisou comprovar renda familiar entre R$ 1.950 e R$ 4.650. Além disto, não poderia ter imóvel nem financiamento habitacional e nem ter recebido atendimento habitacional da CDHU ou de outro agente promotor. Foi priorizado o atendimento para quem trabalha nos distritos do Butantã, Morumbi, Raposo Tavares, Rio Pequeno e Vila Sônia. O valor do financiamento de cada unidade é de R$ 83 mil. O prazo de amortização será de até 360 meses. Conforme a renda familiar, os juros variam entre 5% e 8,16 %.



    Foto Luiz Flavio



    Residencial da Vila Andrade
    Na Vila Andrade, foram entregues mais 56 apartamentos. As famílias beneficiadas são moradoras de áreas de risco e intervenção urbana da Favela Paraisópolis.
    Com 43,68m² de área privativa, os apartamentos têm dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. As unidades contam com piso cerâmico em todos os cômodos, azulejos no banheiro e nas paredes hidráulicas da cozinha e área de serviço, revestimento em gesso nas paredes e teto, e esquadrias de alumínio. No conjunto, há centro de apoio ao condomínio, portaria, estacionamento, além de medição individualizada e gás encanado. 
    O investimento na construção deste empreendimento foi de R$ 4,1 milhões.
    O Conjunto Residencial da Vila Andrade integra o Projeto de Urbanização do Complexo de Paraisópolis, ação integrada dos governos federal, estadual e municipal, para melhorar as condições urbanas e socioambientais da região. A ação abrange sete núcleos de favelas, onde vivem cerca de 20 mil famílias, aproximadamente 80 mil pessoas.

    Foto Luiz Flavio

    Ao todo, a CDHU irá construir 1.416 moradias para apoiar a intervenção executada pela prefeitura. Além do Residencial Vila Andrade, construído dentro da área de intervenção, mais 430 famílias já foram beneficiadas com moradias no bairro do Campo Limpo.
    Fonte: Secretaria da Habitação 

    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    MV Bill visita Paraisópolis e anuncia os quatros finalistas do concurso “Bares de Responsa” promovido pela Ambev



        Para comemorar o Dia da Favela o cantor e escritor MV Bill, um dos fundadores da (Cufa) Central Única das Favelas, esteve hoje no CEU Paraisópolis para anunciar os finalistas do concurso "Bares de Responsa" uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Ambev, que valoriza e premia comerciantes da comunidade de Paraisópolis que tem atitude responsável de não vender bebidas alcoólica para menores de idade.
       O evento lotou o teatro do CEU Paraisópolis com jovens de todas as regiões da comunidade que compareceram para prestigiar a visita de um dos rappers mais famosos do Brasil. Também se apresentou o palco o grupo de Rap Dream Record`s composto por jovens de Paraisópolis. Os bares finalistas do concurso foram: Choperia Reichick, Padaria Palmerinha, Restaurante Coice da Cabra e Bar do Natal. O Dia das Favelas em Paraisópolis foi celebrado de forma bem consciente.

    terça-feira, 1 de novembro de 2011

    Quem é Zé Maria?

    Por Adriana Moura
        Zé Maria, como é chamado pelos moradores da comunidade, veio de família humilde e foi criado junto com 13 irmãos em São João Evangelista no Estado de Minas Gerais. Aos 10 anos de idade começou a trabalhar para fazendeiros, lavradores, vaqueiros e em carros de boi para ajudar a família. Aos 17, já em São Paulo, trabalhou como ajudante de pedreiro e encarregado, até que chegou a Paraisópolis no ano de 1978. Na época a comunidade era habitada por poucos moradores, que sofriam as dificuldades para conseguir moradia digna.  
    Na comunidade ele contribuiu com trabalhos coletivos, ficou conhecido por membros da subprefeitura do Campo Limpo, Butantã e por moradores que por muitas vezes se empenharam com ele saindo às ruas em protestos e passeatas que aos poucos se transformaram na construção do que hoje é a segunda maior comunidade de São Paulo, habitada por mais de 80 mil moradores.
    No tempo em que Mário Covas era governador, Zé Maria foi um dos moradores que poderiam construir sua casa de bloco, porém, era em uma época em que as casas ainda eram quase todas feitas de madeira, e essa era a maior dificuldade, mas com a ajuda de moradores, da prefeitura e do governo foi que vieram as casas de bloco que ninguém mais derrubou. Trabalhou na União dos Moradores por 10 anos, quando a sede era apenas um barraco de madeira, na época em que Betânia e depois José Rolim foram presidentes. Acompanhou a implantação do Projeto Taxa Mínima para eletricidade e água. Defendeu juntamente com a comissão, o Projeto Nova Luz para Paraisópolis, que causou a queda de tarifas sociais por meio de um abaixo-assinado que reuniu Paraisópolis, foi levado para a câmara dos vereadores e em seguida foi aprovado pelo senado. Foi um dos que lutou contra a criação da avenida que seria construída no governo de Paulo Maluf, que cortaria Paraisópolis, onde hoje é a Rua Pasquale Gallupi. Reivindicou para que o Cheque-despejo se tornasse o Bolsa-aluguel, no qual todos teriam direito à moradia. Quando a Marta Suplicy era prefeita e montou um projeto em benefício a comunidades carentes, o primeiro lugar a ser beneficiado foi Paraisópolis e Zé Maria participou fazendo a contagem de pessoas para o senso por seis meses, então foi montada uma comissão com a população para a urbanização e melhores habitações. E ainda, depois de tantas lutas, Zé Maria recebeu uma carta fechada, dizendo que os vereadores haviam aprovado a apropriação de terras e que em três meses a prefeitura poderia entrar com as desapropriações das ZEIS vazias para interesses sociais.
      Zé Maria hoje é uma das pessoas que podem contar um pouco da história de Paraisópolis por sua grande participação e influência junto aos moradores. Ele criou uma entidade legalizada chamada União em Defesa das Moradias, feita para que os moradores tenham força nas reivindicações.

    6°Mostra Cultural de Paraisópolis Distribui Mais de 3 mil livros

     Por Luiz Flavio
    Moças do Ballet Barracão dos Sonhos

       A maior festa Cultural da comunidade de Paraisópolis foi realizada esse ano com o tema “Pelos Caminhos da Leitura” e na sua sexta edição superou os eventos realizados nos anos anteriores tanto em qualidade como em criatividade. Participaram da mostra o Vereador José Rolim, o Secretário Municipal de Educação Alexandre Schneider e o Subprefeito de Campo Limpo Alexandre Conti.


       No dia 27 de Agosto centenas de pessoas puderam conferir os diversos trabalhos artísticos de alunos e artistas que se dedicaram durante dias para a realização do evento no CEU Paraisópolis. A Mostra Cultural é o dia em que professores revelam os talentos que são descobertos e lapidados por eles nas escolas e instituições da comunidade.
        Durante todo o dia vários grupos se apresentaram nos palcos onde os jovens e adultos mostraram seus talentos através da música e da dança. As exposições e apresentações dos alunos de escolas públicas e das instituições mais atuantes da comunidade foram realizadas nos prédios das escolas EMEF e CEI localizadas ao lado do prédio da gestão do CEU Paraisópolis. Foi lá que os visitantes apreciaram trabalhos sobre temas variados, sempre levando como tema o livro e a leitura.
    Cia Teatral de Paraisópolis

       Um diferencial neste ano na Mostra foram as bancas de doação e troca de livros, nelas os amantes da leitura puderam escolher e levar para casa 2 livros. A iniciativa partiu dos dirigentes de bibliotecas existentes na comunidade que doaram cerca de 3 mil exemplares para a distribuição. Neste ano 5.376 pessoas participaram do evento sendo 2.298 crianças e 3.078 adultos que durante todo o dia se divertiram com os mais de 50 eventos realizados entre exposições e apresentações.
        A maior festa cultural da comunidade não acontece por acaso, um grupo de organizadores formado por diretores e funcionários das instituições mais atuantes do bairro faz tudo acontecer.  Pessoas que não ficam de braços cruzados reclamando as lamúrias do bairro, são educadores que desenvolvem trabalhos culturais e sociais com jovens, que estão comprometidos com o futuro da comunidade, pessoas que realizam algo de bom para os moradores.
     Parabéns a comissão organizadora e a todos os colaboradores da 6° Mostra Cultural de Paraisópolis pela linda festa!
     Organizadores da VI Mostra

    Ao todo 18 instituições participaram este ano da mostra, são elas:
    Casa da Amizade
    CCA São José – Cáritas Diocesana
    CEU CEI Paraisópolis
    CEU EMEF Paraisópolis
    CEU EMEI Paraisópolis
    EE Prof. Etelvina de Góes Marcucci
    EMEF Dom Veremundo Toth
    EMEF Paulo Freire
    EMEF Perimetral
    Espaço Esportivo e Cultural BM&F Bovespa
    Mosteiro São Geraldo de São Paulo – CCT Paraisópolis
    Mosteiro São Geraldo de São Paulo – CCT Paraisópolis CEI SER
    ONG Barracão dos Sonhos
    Pró Saber
    Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis
    Projeto Ponte
    Skate Solidário
    União dos Moradores de Paraisópolis