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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alunos de Paraisópolis vencem concurso de desenho que farão parte das capas dos cadernos de 2012

Com o tema “Cuidar do Outro, Cuidar do Mundo”, a Secretária de Educação realizou pelo terceiro ano consecutivo o concurso que escolhe os desenhos que irão estampar as capas dos cadernos que serão distribuídos para 3 milhões de alunos de toda a rede municipal de ensino.  A comunidade de Paraisópolis foi muito bem representada no concurso, dos 20 finalistas 3 são de escolas de Paraisópolis, sendo 2 da EMEF Profº Paulo Freire e 1 de aluna da EMEF Casarão. Os desenhos foram escolhidos em 4 categoria: mirim, infantil, juvenil e adulto.  A votação foi realizada pelo site da secretária e depois por uma comissão julgadora. As obras escolhidas ficaram em exposição no hall monumental do Edifício Matarazzo atual sede da Prefeitura da cidade de São Paulo.

Os alunos Vinicius dos Santos Silva e Geovana C. Sousa ambos da EMEF Profº Paulo Freire, e Raquel de Oliveira Silva da EMEF Casarão são os finalistas de concurso de desenho promovido à alunos de toda à rede Municipal de Ensino da capital paulista.

Geovana C. Sousa EMEF Profº Paulo Freire




Raquel de Oliveira Silva EMEF Casarão




Vinicius dos Santos Silva EMEF Profº Paulo Freire



Kassab participa de homenagem a alunos ganhadores
 do Concurso Capa de Cadernos 2012

Os 20 desenhos selecionados ilustrarão os mais de 3 milhões de cadernos que serão distribuídos na rede de ensino  

Foto de Luiz Guadagnoli
Vencedores visitaram gabinete do prefeito

O prefeito Gilberto Kassab e o secretário de Educação, Alexandre Schneider, participaram na manhã desta quinta-feira (17), no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, da homenagem aos alunos vencedores do Concurso Capa de Caderno 2012. Foram escolhidos os 20 desenhos que ilustrarão os mais de 3 milhões de cadernos que serão distribuídos na rede municipal de ensino no próximo ano. O concurso, em seu terceiro ano, teve como tema Cuidar do Outro, Cuidar do Mundo.
    Luiz Guadagnoli/Secom

De acordo com as regras do concurso foram selecionados cinco desenhos de cada categoria, divididas em: mirim, crianças com até cinco, infantil (Fundamental I), juvenil (Fundamental II) e adulto (EJA e CIEJA).  A seleção começou na própria escola, depois passou pelas Diretorias Regionais de Educação e, por fim, por votação no Portal da Educação (www.portalsme.prefeitura.sp.gov.br). No dia 24 de novembro, os vencedores conhecerão  um local inspirador: a fábrica da Faber Castel.

O prefeito destacou a importância da iniciativa. "Quero cumprimentar a Secretaria de Educação pela terceira edição deste concurso, que premia os desenhos que serão as capas de nossos cadernos. Isso envolve os alunos, e aumenta a autoestima dos alunos com o material", disse.
    Luiz Guadagnoli/Secom

O secretário Alexandre Schneider também falou da intenção do projeto. "O mais interessante é a visão do mundo que nossos alunos querem retratada no desenho. Estampar nos cadernos da rede de ensino estas ideias é uma forma de contribuir para o processo de formação destas crianças".

Quando o concurso foi anunciado, em agosto, a brincadeira com o giz de cera, lápis de cor, canetinha e tinta guache virou coisa séria nas escolas de Educação Infantil. Depois das professoras darem exemplos de como os pequenos cuidam do mundo e de seus amigos, eles soltaram a imaginação. Rapidamente, o Isaac Menezes de Lima, de 6 anos, foi ver as lixeiras de produtos recicláveis da EMEI Professora Eunice dos Santos para se inspirar. "Colocando o lixo na lixeira, ajudo a cuidar do planeta", explica o aluno. Desenhou as três: vermelha, verde e amarela, mas não se contentou e colocou também uma criança em uma cadeira de rodas. "Para ajudá-lo a atravessar a rua", explicou. Segundo Isaac, ele pensou em tudo sozinho e fez o desenho rapidamente: "em uns três minutos ou dois", acrescenta satisfeito.

A mesma agilidade não aconteceu com Raquel de Oliveira Silva, de 15 anos. Apesar de ter usado este ano, um caderno com a capa feita por ela, graças à vitória conquistada no Concurso Capa de Cadernos de 2010, ela não estava segura de que faria um bom trabalho novamente. "Falei para minha tia - 'um raio não cai duas vezes no mesmo lugar'". Não era verdade. No dia seguinte, ficou sabendo da segunda conquista. Raquel chegou a jogar fora um desenho. Com o prazo apertado, faltando um dia para a entrega final, ela virou a madrugada fazendo sua nova criação. "Fui para escola sem dormir, correndo, no pique...foi emocionante" , revela a adolescente.
                                                             
 Luiz Guadagnoli/Secom

Durante aquela noite, a estudante deu vida a um planeta e a um jovem empurrando uma amiga cadeirante à frente de uma mata densa. "Todo mundo é capaz de cuidar um pouco do outro e cuidar do mundo, salvando a natureza que trouxe a vida para o planeta Terra, tudo isso com atitudes simples", pensa Raquel. Ela gosta de desenhar desde os 5 anos. Sua evolução, porém, credita às aulas de Educação Artística na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Embaixador Raul Fernandes.

Um professor e muitas vitórias - Ele tem apenas 25 anos, mas está ajudando Paraisópolis a aparecer com mensagens de alegria para os alunos da rede municipal de São Paulo. O professor de Artes Roberto Sales Bolognesi tem investido na criatividade de seus alunos e quatro deles são vencedores do Concurso Capa de Cadernos. Um em 2010 e outros três este ano. Segundo ele, que leciona nas EMEFs Paulo Freire e Casarão, é bom para as crianças ver o sucesso de Paraisópolis, fora do noticiário desprestigioso. "Eu falo para eles 'todo mundo vai usar o caderno com o desenho que vocês criaram' e vejo os olhos deles brilharem".

Um dos conceitos básicos ensinados por Roberto é o de que criatividade é mais importante do que beleza no papel. "Sempre digo: não vou ensinar vocês a desenhar, a ideia sobrepõe a qualquer técnica. Um desenho criativo é muito melhor do que um desenho bonito". Por conta disso, o professor propôs um debate e pediu para os alunos escreverem o que para eles seria cuidar do outro e cuidar do mundo. Depois disso, chegou a hora de colorir as ideias. Com apenas 8 anos, Vinícius dos Santos Silva foi um de seus três alunos que chamou a atenção de todos. Em uma estrada, quatro amigos disputam uma corrida sobre um skate, um carrinho de rolimã, uma bike e uma cadeira de rodas. Este, em primeiro lugar na disputa. "Ele fez de um jeito que todos brincam de maneira igual. É como se lá não importasse a deficiência". Vinícius acrescenta: "mostrei também que a hora da brincadeira é a hora que todos cuidam um do outro".



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sujeira irrita no entorno de obra da Perimetral

FABIO PAGOTTO                                                                                                        Fonte Diário SP
Vinícius Pereira/Diário SP
Entulho acumulado próximo de canteiros da nova avenida do Morumbi incomoda moradores do bairro 

AS OBRAS DA VIA PERIMETRAL INCLUEM A DUPLICAÇÃO DA AVENIDA ITAPAIÚNA


   As obras da primeira fase da Via Perimetral, nova avenida que cortará o congestionado bairro do Morumbi, na Zona Sul, estão dentro do cronograma, mas o entulho acumulado nos canteiros incomoda os moradores da região. O lixo tem duas origens, de acordo com os vizinhos da obra. A maior parte é de pessoas que jogam móveis usados e outros refugos, mas alguns são gerados pelas desapropriações realizadas pela Prefeitura.
“Há 15 dias derrubaram os barracos que estão no leito da obra. Essa é a quinta vez em seis meses que fazem isso. As tábuas e os restos ficam todos aqui”, reclamou o encanador Antônio Barbosa, de 56 anos, morador do bairro há 28 anos. “Já invadiram e fizeram a favela tudo de novo. Quando a Prefeitura derruba os barracos, tem de fazer a limpeza”, afirmou o encanador.
A diarista Ivanize Augusto, de 33 anos, reclama do lixo jogado durante a madrugada por clandestinos. “Às vezes é tanto que chega a bloquear a rua. Nós temos de enfiar os pés na lama para ir ao trabalho”, relatou Ivanize. Ela usa a Avenida Itapaiúna, parte do projeto da Perimetral, para ir ao trabalho. A Itapaiúna deverá receber asfalto e ser duplicada até abril de 2012, de acordo com a Prefeitura. “Vai ser ótimo para toda a comunidade”, falou Ivanize.
O vigilante João Bernardino, de 55 anos, também acha que o entulho incomoda, mas acredita que a obra é importante para a região. “Se a Prefeitura removesse o lixo, seria perfeito. Eu acho que é fundamental investir em obras para desafogar o trânsito no Morumbi, que está muito ruim”, disse o vigilante.
Remoções/ De acordo com nota da Prefeitura, foram removidas cerca de 400 famílias em obras de urbanização de Paraisópolis, incluindo as que estavam no trajeto da nova avenida.
“As famílias que tiveram de ser removidas da área da Perimetral por conta das obras da via receberão auxílio-aluguel renovável até a entrega da moradia definitiva em Paraisópolis”, afirma a nota da Prefeitura.
Avenida deve ficar pronta em 2012 e vai custar R$ 33 milhões
Segundo a Prefeitura, a Via Perimetral deverá ser inaugurada no primeiro semestre de 2012. De acordo com estimativas da Prefeitura, o novo corredor deverá receber 2,4 mil veículos por hora e desafogar a Avenida Giovanni Gronchi, que atualmente recebe 1,9 mil veículos por hora e sofre com congestionamentos.
A Sehab (Secretaria da Habitação) está construindo a ligação entre a Rua Dr. Flávio Américo Maurano e o CEU Paraisópolis. “Dos 1.470 metros da avenida, já foram executados 700. Com as obras de alargamento, a Avenida Itapaiúna terá duas pistas com três faixas cada e canteiro central” afirmou a Prefeitura por meio de nota.
O alargamento consiste em pavimentação, construção de galerias para drenagem da rua e contenção com muro de gabião (estrutura drenante feita em tela de arame e preenchida com pedras).
No total, para construir a obra, serão desapropriados 32 imóveis, sendo 26 já foram retirados e seis em processo. O custo total da obra da Via Perimetral é de R$ 33 milhões.

Lançamento do 1° Fórum Novo Brasil em Paraisópolis


Evento vai reunir executivos e autoridades públicas para discutir sobre a nova classe média

No dia 17 de novembro, será realizado o lançamento do 1º Fórum Novo Brasil – Desvendando a Classe Média, no bairro de Paraisópolis, em São Paulo (SP). O evento vai reunir executivos do setor público, privado e do terceiro setor, que apresentarão novas visões para o Brasil do futuro.

Entre os nomes confirmados estão Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular; Moreira Franco, ministro do Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da  Presidência da República; Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza e Gilson Rodrigues, presidente da Associação de Moradores de Paraisópolis.
O objetivo do lançamento é divulgar o fórum que será realizado em março de 2012, em Brasília. 

Entre os assuntos abordados, Renato Meirelles vai traçar um perfil evolutivo da Nova Classe Média, de 2001 a 2011.

Informações

Tel: 3501-5660
Local: Teatro do CEU Paraisópolis - São Paulo-SP
Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, s/nº - Bairro Morumbi - Paraisópolis
Data: 17/11/2011
Horário: Das 10h às 12h

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mariana Aydar estreia como compositora no CEU Paraisópolis

 Fonte OBA OBA
Créditos: Renam Christofoletti

 Enquanto não há data para o show de lançamento oficial de seu terceiro álbum de estúdio, ‘Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo’, Mariana Aydar antecipa algumas músicas em apresentação gratuita no projeto Céu é Show,em 22 de novembro, no Céu Paraisópolis.
No line-up, faixas do novo CD como “Solitude”, escrita em parceria com Luisa Maita e Jwala, e a versão inédita de “Vai Vadiar”, de Alcino Corrêa e Monarca, consagrada por Zeca Pagodinho. Sucessos anteriores como “Zé do Caroço” e “Aqui em Casa” também serão cantados pela paulistana.  A partir das 19h.

Local: CEU Paraisópolis
Tel:3501-5660
Endereço: Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, s/nº - 
Jardim Parque Morumbi - Paraisópolis 
Gênero: Forró | MPB/Samba Rock | Samba
Entrada gratuita


    domingo, 6 de novembro de 2011

    CDHU entrega o Residencial da Vila Andrade a moradores do Paraisópolis

    Foto Luiz Flavio

     Conjunto na Vila Andrade beneficiará moradores da favela Paraisópolis; no Butantã, apartamentos serão entregues a servidores públicos

    O governador Geraldo Alckmin entregou neste sábado, 5, as chaves de mais 476 apartamentos para famílias que vivem na capital paulista. Construídos pela CDHU, o Conjunto Residencial Raposo Tavares será entregue para servidores públicos estaduais, enquanto o Residencial da Vila Andrade será destinado às famílias da Favela Paraisópolis. O secretário de Estado da Habitação, Silvio Torres, e o presidente da CDHU, Antônio Carlos do Amaral Filho, também participaram dos eventos.

    Foto Luiz Flavio


    No Butantã, foi inaugurado o Residencial Raposo Tavares, com 420 apartamentos. A CDHU investiu R$ 34,8 milhões na edificação do conjunto, viabilizado pelo Programa Habitacional de Integração (PHAI), que tem como objetivo aproximar a moradia do local de trabalho dos servidores. Os apartamentos têm dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro, distribuídos em 44,94 m2 de área construída. Composto por quatro prédios de onze andares cada, o conjunto conta com centro de apoio comunitário, playground, duas portarias, paisagismo e estacionamento pavimentado.


    Foto Luiz Flavio

    Para ter direito a um dos imóveis, o funcionário público participou do processo de seleção por sorteio eletrônico e precisou comprovar renda familiar entre R$ 1.950 e R$ 4.650. Além disto, não poderia ter imóvel nem financiamento habitacional e nem ter recebido atendimento habitacional da CDHU ou de outro agente promotor. Foi priorizado o atendimento para quem trabalha nos distritos do Butantã, Morumbi, Raposo Tavares, Rio Pequeno e Vila Sônia. O valor do financiamento de cada unidade é de R$ 83 mil. O prazo de amortização será de até 360 meses. Conforme a renda familiar, os juros variam entre 5% e 8,16 %.



    Foto Luiz Flavio



    Residencial da Vila Andrade
    Na Vila Andrade, foram entregues mais 56 apartamentos. As famílias beneficiadas são moradoras de áreas de risco e intervenção urbana da Favela Paraisópolis.
    Com 43,68m² de área privativa, os apartamentos têm dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. As unidades contam com piso cerâmico em todos os cômodos, azulejos no banheiro e nas paredes hidráulicas da cozinha e área de serviço, revestimento em gesso nas paredes e teto, e esquadrias de alumínio. No conjunto, há centro de apoio ao condomínio, portaria, estacionamento, além de medição individualizada e gás encanado. 
    O investimento na construção deste empreendimento foi de R$ 4,1 milhões.
    O Conjunto Residencial da Vila Andrade integra o Projeto de Urbanização do Complexo de Paraisópolis, ação integrada dos governos federal, estadual e municipal, para melhorar as condições urbanas e socioambientais da região. A ação abrange sete núcleos de favelas, onde vivem cerca de 20 mil famílias, aproximadamente 80 mil pessoas.

    Foto Luiz Flavio

    Ao todo, a CDHU irá construir 1.416 moradias para apoiar a intervenção executada pela prefeitura. Além do Residencial Vila Andrade, construído dentro da área de intervenção, mais 430 famílias já foram beneficiadas com moradias no bairro do Campo Limpo.
    Fonte: Secretaria da Habitação 

    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    MV Bill visita Paraisópolis e anuncia os quatros finalistas do concurso “Bares de Responsa” promovido pela Ambev



        Para comemorar o Dia da Favela o cantor e escritor MV Bill, um dos fundadores da (Cufa) Central Única das Favelas, esteve hoje no CEU Paraisópolis para anunciar os finalistas do concurso "Bares de Responsa" uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Ambev, que valoriza e premia comerciantes da comunidade de Paraisópolis que tem atitude responsável de não vender bebidas alcoólica para menores de idade.
       O evento lotou o teatro do CEU Paraisópolis com jovens de todas as regiões da comunidade que compareceram para prestigiar a visita de um dos rappers mais famosos do Brasil. Também se apresentou o palco o grupo de Rap Dream Record`s composto por jovens de Paraisópolis. Os bares finalistas do concurso foram: Choperia Reichick, Padaria Palmerinha, Restaurante Coice da Cabra e Bar do Natal. O Dia das Favelas em Paraisópolis foi celebrado de forma bem consciente.

    terça-feira, 1 de novembro de 2011

    Quem é Zé Maria?

    Por Adriana Moura
        Zé Maria, como é chamado pelos moradores da comunidade, veio de família humilde e foi criado junto com 13 irmãos em São João Evangelista no Estado de Minas Gerais. Aos 10 anos de idade começou a trabalhar para fazendeiros, lavradores, vaqueiros e em carros de boi para ajudar a família. Aos 17, já em São Paulo, trabalhou como ajudante de pedreiro e encarregado, até que chegou a Paraisópolis no ano de 1978. Na época a comunidade era habitada por poucos moradores, que sofriam as dificuldades para conseguir moradia digna.  
    Na comunidade ele contribuiu com trabalhos coletivos, ficou conhecido por membros da subprefeitura do Campo Limpo, Butantã e por moradores que por muitas vezes se empenharam com ele saindo às ruas em protestos e passeatas que aos poucos se transformaram na construção do que hoje é a segunda maior comunidade de São Paulo, habitada por mais de 80 mil moradores.
    No tempo em que Mário Covas era governador, Zé Maria foi um dos moradores que poderiam construir sua casa de bloco, porém, era em uma época em que as casas ainda eram quase todas feitas de madeira, e essa era a maior dificuldade, mas com a ajuda de moradores, da prefeitura e do governo foi que vieram as casas de bloco que ninguém mais derrubou. Trabalhou na União dos Moradores por 10 anos, quando a sede era apenas um barraco de madeira, na época em que Betânia e depois José Rolim foram presidentes. Acompanhou a implantação do Projeto Taxa Mínima para eletricidade e água. Defendeu juntamente com a comissão, o Projeto Nova Luz para Paraisópolis, que causou a queda de tarifas sociais por meio de um abaixo-assinado que reuniu Paraisópolis, foi levado para a câmara dos vereadores e em seguida foi aprovado pelo senado. Foi um dos que lutou contra a criação da avenida que seria construída no governo de Paulo Maluf, que cortaria Paraisópolis, onde hoje é a Rua Pasquale Gallupi. Reivindicou para que o Cheque-despejo se tornasse o Bolsa-aluguel, no qual todos teriam direito à moradia. Quando a Marta Suplicy era prefeita e montou um projeto em benefício a comunidades carentes, o primeiro lugar a ser beneficiado foi Paraisópolis e Zé Maria participou fazendo a contagem de pessoas para o senso por seis meses, então foi montada uma comissão com a população para a urbanização e melhores habitações. E ainda, depois de tantas lutas, Zé Maria recebeu uma carta fechada, dizendo que os vereadores haviam aprovado a apropriação de terras e que em três meses a prefeitura poderia entrar com as desapropriações das ZEIS vazias para interesses sociais.
      Zé Maria hoje é uma das pessoas que podem contar um pouco da história de Paraisópolis por sua grande participação e influência junto aos moradores. Ele criou uma entidade legalizada chamada União em Defesa das Moradias, feita para que os moradores tenham força nas reivindicações.